
A expectativa é que 600 dependentes sejam abordados por mês. O trabalho reforçado, que iniciou às vésperas do Natal, é realizado pelo Instituto Mensageiros. As equipes de rua desenvolvem vínculos com os usuários, mapeando a população e sua trajetória de vida, como forma de terem oportunidade para falar dos serviços disponíveis de atendimento.
Após o convencimento, o dependente é encaminhado inicialmente para o Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), onde será avaliado e conduzido ao atendimento necessário.

O convênio com o Instituto Mensageiros terá duração de um ano, podendo ser renovado por mais um. Os agentes são facilmente identificados pela camiseta que tem o nome do Programa Recomeço, facilitando tanto para a população que buscar orientação como para os dependentes que forem abordados.
Além do trabalho nas ruas, a entidade acompanha e capacita os agentes sociais, sempre tendo como foco a recuperação do dependente químico. “É relevante destacar a importância do trabalho com as famílias, para que o usuário retorne para casa e deixe de vez o vício, integrando-se novamente na sociedade”, afirmou o secretário.
Antes do Instituto Mensageiros, o trabalho era desenvolvido pela Missão Belém. Em um ano, a entidade fez 4,4 mil abordagens que resultaram em encaminhamentos para a rede de serviços. Destes, 12% permanecem em acolhimento.
Programa Recomeço
O Programa Recomeço de enfrentamento ao crack é uma ação do Governo do Estado de São Paulo que integra as secretarias de Estado de Desenvolvimento Social, Saúde, Justiça e Defesa da Cidadania. Com início em 2011, tem por objetivo a execução de ações de prevenção, tratamento, reinserção social, acesso à justiça e cidadania, redução de situações de vulnerabilidade social e de saúde para os usuários de substâncias psicoativas, especialmente o crack, e seus familiares.
Nesta parceria, é papel da Secretaria de Desenvolvimento Social o atendimento social dos usuários de substâncias psicoativas. O trabalho teve início na capital paulista, a partir do convênio com a Associação Missão Belém (com serviço de abordagem social nas ruas) e o Instituto Mensageiro (com a implantação da Unidade Social no Cratod, criada para receber a grande demanda espontânea de familiares e usuários de drogas na região da Nova Luz).
Há também o serviço de acompanhamento e acolhida aos familiares de dependentes químicos para o processo de reinserção social, em parceria com o Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (Cieds). A entidade social faz o atendimento de familiares e dependentes químicos com grupos abertos de acolhimento e atendimentos individuais.
Para atender a demanda de recuperação em acolhimento social no interior do Estado, foi criado o Cartão Recomeço. A seleção das entidades é feita por Edital de Chamamento Público, lançado em maio/2013 pela Secretaria de Justiça, ainda aberto para entidades interessadas (http://www.desenvolvimentosocial.sp.gov.br/a2sitebox/arquivos/documentos/452.pdf).
Na primeira fase do Cartão Recomeço, foram selecionadas 11 cidades: Campinas, Bauru, Diadema, Mogi das Cruzes, Osasco, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São José dos Campos, São José do Rio Preto e Sorocaba. Os critérios usados para a escolha dos municípios foram: tamanho da rede de referência em assistência social e saúde mental, porte populacional dos municípios, oferta de serviços de retaguarda social, saúde e cidadania, além da localização em regiões-polos no Estado.
O Programa prevê o atendimento de três mil usuários de substâncias psicoativas que, por meio do Cartão Recomeço, promoverá o acolhimento social de recuperação em entidades credenciadas e conveniadas com o Estado. Após entrevista feita por equipe multidisciplinar e avaliação por meio de exames médicos, o usuário que for considerado apto ao atendimento social será encaminhado para uma das vagas disponíveis onde permanecerá por um período de até 180 dias.
O valor de R$ 1.350,00 mensais por pessoa será repassado diretamente às instituições. Assim, o Cartão Recomeço é uma ferramenta de controle de frequência do usuário por meio de sistema de biometria do dependente e de monitoramento das atividades que serão prestadas por estas organizações sociais parceiras.
Renata Gobatti – Briefing e fotos: Alberto Danon
Muito boa esta iniciativa do Governo de São Paulo,viabilizando uma porta de escape para as pessoas em situação de dependência e as familias que sofrem ainda mais com ista problemática.Sou estudante de Psicologia e tenho grande interesse e vontade de participar de programas sociais, não apenas para somar e sim para contribuir da melhor forma, pois eu acredito na recuperação do ser humano e nas grandes mudanças que um projeto como esse pode proporcionar.