Russomanno intermedia reunião entre Fenacat e Susep

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O deputado Celso Russomanno, recebeu na Liderança do PRB na Câmara, membros da Federação Nacional das Associações de Caminhoneiros e Transportadores (Fenacat)
Os problemas que levaram milhares de caminhoneiros a entrar em greve e a paralisar as principais rodovias do país vão além do preço do frete, da insegurança nas estradas e das más condições de trabalho. O deputado Celso Russomanno, líder do bloco PRB, PTN, PMN, PRP, PSDC, PRTB, PTC, PSL e PTdoB, recebeu, na Liderança do PRB na Câmara, membros da Federação Nacional das Associações de Caminhoneiros e Transportadores (Fenacat), que reclamam dos altos preços cobrados para a contratação de seguros dos caminhões.
A reunião proposta pela vereadora do PRB de Patrocínio, Greyce Elias, também contou com a participação da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e do presidente da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Roubo de Cargas, deputado Marcelo Squassoni (PRB). Segundo a vereadora, a associação buscava um diálogo com a Susep há mais de seis meses e, por meio da articulação do líder Celso Russomanno, o encontro foi possível. “Queremos colocar o assunto em pauta para solucionar esse impasse que tem prejudicado a vida de tantos trabalhadores”, afirmou Greyce.
celso-russomanno-prb-greyce-elias-prb-reuniao-entre-fenacat-e-susep-foto-douglas-gomes-10-06-15-02Segundo a representante da Fenacat, Virginia Laira, os caminhoneiros não têm condições de pagar o seguro do “casco” e estão se organizando em associações para fazer o rateio dos prejuízos que vierem a sofrer. “As cargas são seguradas separadamente, mas os caminhões ficam “descobertos” e, se algo acontecer, o prejuízo será do caminhoneiro, que pode até perder o seu instrumento de trabalho. Para minimizar esse problema, as associações estão realizando autogestão do risco e rateando os custos. Já recebemos multa de até 200 milhões de reais, valor impagável e injusto” criticou a advogada.
Dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) revelam que a frota de caminhões e rebocadores do Brasil hoje é de 5,3 milhões. Desses, apenas 400 mil são assegurados. Já a Fenacat atende em torno de 200 mil caminhoneiros associados. Na avaliação do deputado Russomanno, os caminhoneiros não podem ser prejudicados por esse impasse entre as associações e as seguradoras.
“O preço do seguro para um caminhão de 200 mil reais, por exemplo, custa em média 40 mil reais por ano. É muito dinheiro. Não podemos deixar os caminhoneiros sem nenhuma proteção. A maioria deles são autônomos e contratados por transportadoras para prestar o serviço. O caminhão é o seu único instrumento de trabalho. O roubo representa o fim da possibilidade de ganhar dignamente o seu sustento”, argumentou Russomanno.
Marcelo Squassoni informou que a Frente Parlamentar Mista de Combate ao Roubo de Cargas foi reinstalada recentemente e que esse assunto deverá ser tratado com prioridade. “A frente conta com a adesão de 207 parlamentares, entre deputados e senadores. Vamos dividir o trabalho do colegiado por temas para otimizar e acelerar a tramitação dos projetos de interesse da categoria, tanto na Câmara quanto no Senado”, adiantou o republicano.
Saiba mais
Durante a reunião, os membros da Fenacat também pediram o apoio da bancada do PRB para apoiar o Projeto de Lei 4844/2012, que permite aos transportadores de pessoas ou cargas organizarem-se em associação de direitos e obrigações recíprocas para criar fundo próprio, desde que seus recursos sejam destinados exclusivamente à prevenção e reparação de danos ocasionados aos seus veículos por furto, acidente, incêndio, entre outros.

Texto: Mônica Donato / Ascom – Liderança do PRB

Foto: Douglas Gomes