Brasília (DF) – Entre os 193 países, o Brasil aparece no 156º lugar em termos de representação política feminina, aponta publicação do Senado Federal. Para debater sobre a violência política contra a mulher, a deputada Maria Rosas (Republicanos – SP) participou, nesta quarta-feira (20), da XIV Reunião de Ministras e Altas Autoridades da Mulher do MERCOSUL.

49097040793_e67b387e95_3k

“A luta pelo direito das mulheres vem progredindo em todo o mundo e alguns avanços já foram conquistados, mas a nossa representatividade na política ainda é muito distante do desejado”, observa a deputada.

De fato, o país de maioria feminina em termos populacionais e eleitorais tem apenas 15% de participação política das mulheres na Câmara dos Deputados e 13% no Senado Federal. Para efeito de cenário, das 27 unidades da Federação, 14 não têm representação política feminina no Poder Legislativo federal.

O encontro foi uma iniciativa do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e reuniu autoridades do Brasil e exterior. Na ocasião, a deputada Maria Rosas palestrou em um dos painéis, com o tema “Mulher na política, desafios e superação”.

“Sem representatividade feminina nas instâncias de poder, a democracia não se fortalece. É na relação entre ideias e presença que as mulheres podem depositar as melhores esperanças de encontrar um sistema mais justo”, disse.

Para a parlamentar, a sub-representação feminina na política gera consequências que se refletem, principalmente, na idealização, construção e execução de políticas públicas que considerem as questões relacionadas à mulher.

A republicana citou medidas em tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, que estimulam a garantia do espaço das mulheres nas instituições, como a Proposta de Emenda à Constituição que garante a representação proporcional de cada sexo na composição das mesas e comissões permanentes e temporárias (PEC 38/2015).                

Maria Rosas reforçou o trabalho desenvolvido junto à bancada feminina. “Colocar as mulheres em condições de igualdade na tomada de decisões constitui não só uma exigência básica de justiça ou democracia, mas uma condição necessária para que os interesses das mulheres sejam levados em conta na elaboração das políticas públicas”, concluiu.

49097552561_dfe7821b1b_o

 

Texto: ASCOM da deputada Maria Rosas

Foto: Douglas Gomes/Liderança Republicanos