Para muitos candidatos a ausência das aulas presenciais influenciou na preparação para as provas, já que não houve o auxílio direto de um professor para tirar dúvidas

 

Desde a primeira aplicação das provas do Exame Nacional do Ensino Médio – Enem, em janeiro deste ano, são diversos os relatos dos estudantes acerca da mais importante avaliação para o ingresso ao ensino superior no país. As opiniões vão desde a organização e estrutura diferenciada em razão da pandemia na qual vivemos, até o seu conteúdo e nível de dificuldade.

Para muitos candidatos a ausência das aulas presenciais influenciou na preparação para as provas, já que não houve o auxílio direto de um professor para tirar dúvidas. A evasão, o abandono escolar, a desigualdade social e o desemprego entre os jovens também são fatores que podem influenciar no desempenho, pois muitos estudantes tiveram que se dedicar ao trabalho para colaborar com a renda da família, também prejudicada pela pandemia.

Muitos estudantes não têm acesso à smartphones, notebooks e internet  para darem continuidade aos estudos em casa. Pessoas com deficiência também não puderam realizar o Enem digital, pois os recursos de acessibilidade disponíveis só alcançaram os candidatos que fizeram provas presenciais.

O cenário indica muitas dificuldades, por isso, a meta deste ano é melhorar as condições de ensino para os estudantes brasileiros, em especial, aqueles de baixa renda e que precisam da rede pública. Na Câmara dos Deputados continuo trabalhando firme. Em 2019, fui à favor pela aprovação do novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), para ampliação gradual de recursos na Educação.

A última etapa do Enem 2020 foi aplicada neste domingo (24) e milhares de pessoas foram às salas de aulas. Foram mais de 5,5 milhões de candidatos confirmados no Brasil. No Estado de São Paulo foram 881.913 inscritos, a maioria (262.048) jovens entre 21 e 30 anos. Deste total estadual, 19.627 estão no Oeste Paulista.

Faço votos para que os resultados do exame sejam satisfatórios, possibilitando novos estudantes nas Universidades. Por aqui, sigo convicta de que só um ensino de qualidade transforma um país.

*Maria Rosas é deputada federal pelo Republicanos e coordenadora estadual do movimento Mulheres Republicanas

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