
O deputado Carlos Gomes (PRB/RS) cobrou do governo federal o reajuste nos repasses feitos aos municípios gaúchos para custeio e manutenção das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). “Desde 2009 o ministério da Saúde não atualiza os valores destinados para as UPAs. De lá para cá houve reajuste nos salários dos profissionais e aumento da inflação. Hoje, os municípios estão arcando com praticamente 50% das despesas, quando o percentual estabelecido para as prefeituras é de 25%. As UPAs pedem socorro”, criticou o deputado.

A deputada Rosangela Gomes (PRB/RJ) classificou a situação da saúde no Brasil como caótica. “É um problema crônico que se arrasta há décadas. Sou do estado do Rio de Janeiro, da Baixada Fluminense, onde temos mais de cinco milhões de habitantes e o único hospital de alta complexidade é o Hospital da Posse, uma unidade de urgência e emergência. Estamos assistindo um genocídio consentido todos os dias e apelo, em público, para que o governo e o Ministério da Saúde tomem providências para minimizar os problemas enfrentados pela população”, reivindicou a deputada.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, negou a diminuição de repasses para a saúde no âmbito da União, estados e municípios. Ele reiterou que, apesar do contexto de restrição orçamentária, a pasta mantém o ritmo de expansão das políticas públicas consideradas vitais, como o Programa Mais Médicos. De acordo com o governo, o Orçamento de 2015 destinará R$ 109,2 bilhões para a saúde, 8,8% a mais em relação ao previsto para 2014 (R$ 100,3 bilhões).
Por Mônica Donato com informações de Jorge Fuentes
Fotos: Douglas Gomes