

Jaime Mariz de Faria Junior, da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), afirmou que o sistema é “solvente” e que a questão do déficit é temporária. “Quando a economia encontra-se estável a tendência é ser superavitária, mas estamos passando por uma crise econômica. O patrimônio dos fundos de pensão tem reservas que superam em 7% o pagamento dos beneficiários. Existem problemas pontuais que serão resolvidos em breve”, informou.
O advogado Luiz Cazetta, representante dos beneficiários da Funcef, discorda. Para ele, há um desvio de conduta e o custo da má gestão está sendo repassado para os trabalhadores. “O problema é de governança, mas o déficit será repartido com os funcionários. Eles vão pagar, de novo, por aquilo que já pagaram? No âmbito de entidades fechadas, em especial de planos de benefícios definidos, a preocupação central da gestão deve ser minimizar os riscos e não maximizar os lucros”, criticou.

Na avaliação de Russomanno, sendo a comissão integrante do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor e amparada no que estabelece o Código de Defesa do Consumidor (CDC), é possível buscar mecanismos legais para que estes aposentados e contribuintes possam ter seus direitos preservados. “Esses administradores terão que responder se a gestão dos recursos dessas entidades foi feita de maneira correta”, finalizou.
Por Mônica Donato (Ascom Liderança do PRB)
Fotos: Douglas Gomes