
Durante cerca de uma hora, o parlamentar, que é graduado em Economia e Direito e hoje cursa pós-graduação em Gestão de Cidades e Planejamento na Poli-USP em São Paulo, lembrou que, durante as três vezes em que presidiu a Comissão de Orçamento da Câmara Municipal, sempre procurou destinar recursos, além de cobrar do Poder Público investimento em programas sociais. “O problema da segurança pública envolve a saúde, habitação, saneamento, programas voltados ao esporte e lazer, ou seja, uma série de questões e de serviços públicos que impactam diretamente na vida do cidadão. Infelizmente, a falta de políticas públicas, aliada à desestruturação familiar e social, muitas vezes leva o indivíduo à criminalidade”.
Godoy é autor de várias leis e programas de abrangência social, entre eles a de urbanização e regularização fundiária, considerada e tida como modelo para vários municípios e estados na legalização de imóveis. Cerca de 20 mil famílias foram beneficiadas pela iniciativa do parlamentar que, no período em que foi secretário municipal de Habitação (entre 2013 e 2014), também agilizou a construção de 5.600 moradias populares em cinco novos conjuntos residenciais no município. “Moradia digna também tem impacto – positivo – na segurança”.

Godoy reforçou que o fechamento de unidades do Sabe Tudo e o fim dos programas de Escola de Tempo Integral nas oficinas do Saber são exemplos da desatenção do poder público com a importância da inclusão digital, eliminando essa oportunidade de quem não tem condições para acesso à tecnologia. “Um retrocesso. Em vez de inclusão, temos agora a exclusão digital! Vivemos um momento de fadiga com o velho modelo de administração e somente com a participação da sociedade, verificando as causas de seus problemas, é que podemos encontrar alternativas reais de desenvolvimento social, o que impacta positivamente na redução da criminalidade.”
No entender de Godoy, hoje vivemos uma ditadura administrativa, sem espaço para discussão popular, quando a cidade deveria lançar mão de todas as ferramentas de gestão e de planejamento, valendo-se principalmente da participação comunitária e popular. “Estamos num momento em que é preciso reação para mudar, isto é, pensar nas nossas responsabilidades, individuais e coletivas. O combate à criminalidade deve ser um esforço de todos, integrando as forças de seguranças, como as polícias Civil, Militar e Guarda Civil Municipal, e a população”.
Helio Godoy entende que é preciso dar mais atenção e fortalecer a estrutura dos Consegs, bem como estimular a criação de novos programas de envolvimento comunitário, como o programa Vizinhança Solidária, que já funciona com excelentes resultados no Piazza De Roma e é um modelo a ser replicado por toda a cidade.
“Embora a Segurança Pública seja de responsabilidade do Estado, o Poder Público Municipal tem o dever de fomentar as boas práticas e desenvolver ações locais complementares. Neste sentido, propomos mais investimentos em logística, incluindo a ampliação do sistema de monitoramento por câmeras a todas as regiões e áreas rurais, e aprimoramento contínuo da Guarda Municipal, tanto no treinamento e desenvolvimento dos agentes quanto nos equipamentos e novas tecnologias de informação. Com ações efetivas, apoio aos Consegs, políticas públicas inclusivas e participativas é possível e certamente vamos conseguir melhor a segurança pública e o cotidiano dos sorocabanos”, conclui Godoy.
Texto: Celso Polosi – Ascom Vereador Helio Godoy
Fotos: Reinaldo Galhardo – Ascom Vereador Helio Godoy