Mesmo em período de COVID-19, quando houve maior rigidez nas restrições de convívio social, as vítimas puderam contar com assistência integral

Há um ano, a Casa da Mulher Brasileira (CBM), localizada na capital paulista, presta serviços especializados e multidisciplinares para mulheres em situação de violência. Desde a sua inauguração – momento em que estive presente, vibrando com mais essa conquista para São Paulo – o local já atendeu mais de 16 mil mulheres. Mesmo em período de COVID-19, quando houve maior rigidez nas restrições de convívio social, as vítimas puderam contar com assistência integral, todos os dias da semana, 24 horas por dia.

Saber que essas mulheres em situação de violência continuam recebendo atendimento humanizado e de qualidade é importante porque nos faz ter certeza que estamos atingindo o nosso maior objetivo, que é resguardar a dignidade delas, fortalecendo-as e dando autonomia. Foram tantos os casos de violência doméstica na pandemia (a cada 9h, uma mulher é morta no Brasil) que, ter uma ferramenta como essa, resgata o sentimento de justiça e de segurança para as mulheres. Na CBM as vítimas de agressões recebem apoio com escuta qualificada, amparo de todas as esferas judiciais e em ações de prevenção, proteção e investigação dos crimes, também alojamento de acolhimento, apoio psicológico e assistencial e o próprio amparo necessário para o bem-estar delas. E agora, também contam com um ponto de atendimento da Central de Intermediação em Libras para atender mulheres surdas.

Por isso, hoje o meu registro é para parabenizar a Casa da Mulher Brasileira pelo brilhante trabalho que vem realizando ao longo de um ano de existência. A CBM é considerada a espinha dorsal da rede de assistência à mulher, único do estado e o sétimo no país com estas características e está sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC), da cidade de São Paulo.

Além da Casa da Mulher Brasileira, as mulheres que precisam de ajuda e apoio no enfrentamento à violência doméstica e familiar podem buscar outros 10 serviços da SMDHC que atuam como portas de entrada para o atendimento e permanecem em pleno funcionamento: os quatro Centros de Referência da Mulher (CRM), os cinco Centros de Cidadania da Mulher (CCM) (das 10h às 16h), e o ônibus Lilás, que é uma unidade móvel de atendimento. A SMDHC possui mais duas Casas de Abrigo e de Acolhimento Provisório com 20 vagas cada e também pode encaminhar vítimas de violência doméstica para outros 5 abrigos municipais específicos para esta finalidade, que pertencem à estrutura da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social SMADS.

Para mais informações acesse o link: encurtador.com.br/lnHJW

 

*Maria Rosas é deputada federal pelo Republicanos São Paulo e secretária estadual do Mulheres Republicanas SP

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