Em período de pandemia, os estudantes tiveram que se adaptar ao novo formato de aulas

Neste ano, quem estava se preparando para o Enem enfrentou um período de incertezas em relação às provas. No entanto, depois das datas definidas – 17 e 24 de janeiro, na sua versão impressa e 31 de janeiro e 7 de fevereiro na versão digital – o desafio é outro: melhorar as chances para ingressar nas universidades. Em período de pandemia, os estudantes tiveram que se adaptar ao novo formato de aulas e, alunos da rede pública de ensino saíram prejudicados. Ao todo, 5,8 milhões de estudantes se inscreveram para o exame.

Uma pesquisa chamada “Sentimento e percepção dos professores brasileiros nos diferentes estágios do coronavírus no Brasil”, realizada pelo Instituto Península, ouviu 2.400 profissionais (professores) de todo o país. Entre alguns dados, o estudo revelou as diferenças entre o ensino público e o privado — 30% das instituições de ensino públicas oferecem estrutura de tecnologia para os alunos, contra 65% das instituições particulares. O impacto deste cenário provavelmente estará refletido no resultado das provas.

Então, como melhorar as chances à menos de um mês para o exame? Professores reforçam o peso das redações. O aluno precisa ler, escrever e estar atualizado das notícias no Brasil e no mundo. E uma aposta é que o assunto central seja a educação. Com a suspensão das aulas presenciais na quarentena, as discussões sobre o emprego da tecnologia no ambiente de ensino e aprendizagem se tornou premente .

Perante a importância, os conceitos de EAD, ensino remoto, ensino híbrido e exclusão digital podem aparecer no exame, assim como a desigualdade e defasagem que os alunos enfrentarão no pós-pandemia. Outro assunto é a evasão escolar. O Brasil tem a terceira maior taxa de evasão escolar do mundo — são 2 milhões de crianças e adolescentes fora da escola. Com a crise mundial de saúde, fica ainda mais desolador. Pesquisas apontam aumento expressivo, especialmente, dos jovens e daqueles em situação de maior vulnerabilidade.

Como professora, conheço as dificuldades na área da educação e, por isso, na Câmara dos Deputados continuo trabalhando por melhores condições no ensino. A igualdade de direitos, a garantia de um ensino de qualidade, especialmente aos estudantes que nascem em regiões pobres do país e que precisam de mais apoio é fundamental. Por aqui, sigo firme lutando por cada um desses jovens estudantes. Desejo boa prova a todos os alunos do nosso país!

 

*Maria Rosas é deputada federal pelo Republicanos e coordenadora estadual do movimento Mulheres Republicanas

Related Posts